“ no silencio da noite”
- Foi numa noite de luar,
- Que me senti levar,
- Foi então que tive em mente,
- Ser estrela cadente,
- Vaguear como duas almas apaixonadas,
- Juntas pelo universo,
- Libertar-me, destas amarras da vida,
- Sendo livre de voar pelo mundo,
- Sem parte definida,
- Sem local de chegada,
- Sem destino escolhido,
- Essa liberdade de viver,
- Apenas se compadece, com a vontade de oferecer.
- Por vezes, procuro-me no luar,
- Fascina-me o seu olhar,
- Pergunto-me, se estou a sonhar,
- Não sei !
- Sei apenas, que tenho sempre o luar,
- Para me acompanhar!
vitor santos
O amor não tem fim.
O amor não tem fim.
Para se falar de amor tem que se sentir,
tem que na dor, saber viver, como na felicidade,
tem que saber que no amor a maior verdade,
é que quando se ama, o fim não pode existir.
O amor, nasce e não morre...dá-nos coragem,
apega-se a nós, cresce e dá muita saúde,
O amor nã0 atinge a plenitude,
porque não conhece a distância da viagem.
O amor é uma montanha sempre a subir,
só quem a tenta trepar sabe que não tem fim,
e quanto mais se sobe, mais a sentimos assim,
interminavel, mas sempre mais alto queremos ir.
O amor é como caminhar no deserto,
tendo a certeza que o oásis existe,
é um tanto lá querer chegar que a sede resiste,
à grande distância, que nos parece tão perto.
O amor é uma eterna cumplicidade ,
uma frieza que ora aquece, ora arrefece,
um sentimento que os ajuizados enlouquece
e faz os loucos transparecer sobriedade.
O amor só acaba para quem o não conhece,
para quem desiste de amar porque provoca dor,
o amor só é realmente verdadeiro amor,
quando da dor se alimenta e se enfortalece.
É o amor que nos alimenta e que nos faz viver,
que nos faz sorrir e chorar no mesmo minuto,
é o amor que eu neste momento, feliz escuto,
nas palavras, que só nós podemos entender.
Eduardo Mesquita.
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