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sábado, 18 de dezembro de 2010

natal

Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.
Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.
Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.
Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era Dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.
Manuel Alegre

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O amor não tem fim.

O amor não tem fim.

Para se falar de amor tem que se sentir,
tem que na dor, saber viver, como na felicidade,
tem que saber que no amor a maior verdade,
é que quando se ama, o fim não pode existir.

O amor, nasce e não morre...dá-nos coragem,
apega-se a nós, cresce e dá muita saúde,
O amor nã0 atinge a plenitude,
porque não conhece a distância da viagem.

O amor é uma montanha sempre a subir,
só quem a tenta trepar sabe que não tem fim,
e quanto mais se sobe, mais a sentimos assim,
interminavel, mas sempre mais alto queremos ir.

O amor é como caminhar no deserto,
tendo a certeza que o oásis existe,
é um tanto lá querer chegar que a sede resiste,
à grande distância, que nos parece tão perto.

O amor é uma eterna cumplicidade ,
uma frieza que ora aquece, ora arrefece,
um sentimento que os ajuizados enlouquece
e faz os loucos transparecer sobriedade.

O amor só acaba para quem o não conhece,
para quem desiste de amar porque provoca dor,
o amor só é realmente verdadeiro amor,
quando da dor se alimenta e se enfortalece.

É o amor que nos alimenta e que nos faz viver,
que nos faz sorrir e chorar no mesmo minuto,
é o amor que eu neste momento, feliz escuto,
nas palavras, que só nós podemos entender.

Eduardo Mesquita.