FADINHO DA TERRA
Ouvi a cigarra cantar,
imaginei que dizia;
Cantava feliz por amar
tudo que a vida trazia.
Do passado não pensava,
nem de inverno por viver;
Só do presente cantava
Por só o presente querer.
Sabia que nunca temos
nenhum futuro na vida,
e que quando nos morremos
é esperança perdida.
Sem na formiga pensar -
cigarra acompanhei;
Passo a vida a cantar
sendo sempre o que serei.
Canto para me divertir
de tudo que me interessa
Canto para não me sentir
passando a vida com pressa.
Disfrutando do que tenha,
futuro deixo ficar
até que me tocar senha
p'ró futuro enfrentar...
E quando a mão querida
minha boca tapará,
cantarei lá noutra vida
ond' o futuro estará.
O amor não tem fim.
O amor não tem fim.
Para se falar de amor tem que se sentir,
tem que na dor, saber viver, como na felicidade,
tem que saber que no amor a maior verdade,
é que quando se ama, o fim não pode existir.
O amor, nasce e não morre...dá-nos coragem,
apega-se a nós, cresce e dá muita saúde,
O amor nã0 atinge a plenitude,
porque não conhece a distância da viagem.
O amor é uma montanha sempre a subir,
só quem a tenta trepar sabe que não tem fim,
e quanto mais se sobe, mais a sentimos assim,
interminavel, mas sempre mais alto queremos ir.
O amor é como caminhar no deserto,
tendo a certeza que o oásis existe,
é um tanto lá querer chegar que a sede resiste,
à grande distância, que nos parece tão perto.
O amor é uma eterna cumplicidade ,
uma frieza que ora aquece, ora arrefece,
um sentimento que os ajuizados enlouquece
e faz os loucos transparecer sobriedade.
O amor só acaba para quem o não conhece,
para quem desiste de amar porque provoca dor,
o amor só é realmente verdadeiro amor,
quando da dor se alimenta e se enfortalece.
É o amor que nos alimenta e que nos faz viver,
que nos faz sorrir e chorar no mesmo minuto,
é o amor que eu neste momento, feliz escuto,
nas palavras, que só nós podemos entender.
Eduardo Mesquita.
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