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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estico os dedos para alcançar por dentro.


Brinco de esconder,
procuro novo de mim.


Há mais esconderijos que olhos,
não sou capaz de me encontrar.


Todos que fui
ainda não me acharam.


Brinco de perder-me,
brinco de desorganizar,
brinco de inverter
brinco de desorganizar,
brinco de perder-me,


Estico os dedos para encontrar esconderijos.


Brinco de novo de mim
procuro me esconder.


Há olhos por dentro que alcançam
quem ainda não fui capaz de ser.


Todos que me achei
ainda não fui.


Fernando Palma

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O amor não tem fim.

O amor não tem fim.

Para se falar de amor tem que se sentir,
tem que na dor, saber viver, como na felicidade,
tem que saber que no amor a maior verdade,
é que quando se ama, o fim não pode existir.

O amor, nasce e não morre...dá-nos coragem,
apega-se a nós, cresce e dá muita saúde,
O amor nã0 atinge a plenitude,
porque não conhece a distância da viagem.

O amor é uma montanha sempre a subir,
só quem a tenta trepar sabe que não tem fim,
e quanto mais se sobe, mais a sentimos assim,
interminavel, mas sempre mais alto queremos ir.

O amor é como caminhar no deserto,
tendo a certeza que o oásis existe,
é um tanto lá querer chegar que a sede resiste,
à grande distância, que nos parece tão perto.

O amor é uma eterna cumplicidade ,
uma frieza que ora aquece, ora arrefece,
um sentimento que os ajuizados enlouquece
e faz os loucos transparecer sobriedade.

O amor só acaba para quem o não conhece,
para quem desiste de amar porque provoca dor,
o amor só é realmente verdadeiro amor,
quando da dor se alimenta e se enfortalece.

É o amor que nos alimenta e que nos faz viver,
que nos faz sorrir e chorar no mesmo minuto,
é o amor que eu neste momento, feliz escuto,
nas palavras, que só nós podemos entender.

Eduardo Mesquita.